terça-feira, 26 de outubro de 2010

Equilíbrio

Comer, rezar e amar...não há nada de mais gostoso que ler esse livro em uma tarde de domingo balançando em uma redinha na varanda tomando suco de abacaxi com hortelã. Devia ser incluído na lista de livros do 3º ano (!!!) claro...sim...com certeza. Já que é nessa idade que nossos primeiros namoros ocorrem, e, inevitavelmente, nossos primeiros erros.



Como eu queria ter aprendido um simples lição: O amor não é algo de fora para dentro e sim de dentro para fora. E que eu, certamente, não tinha a razão do mundo toda dentro da minha (àquela época) "chapada" barriga.



Teria sofrido menos aos 18 anos se soubesse que aquele meu primeiro amor não seria o último, embora eu dissesse que era amor eterno (exageraaaaaaaada!!), o que eu dizia em nada tinha a ver com o que realmente iria acontecer. Porque simplemente eu ainda não poderia saber o que iria acontecer (!!). Ignorava que acima de mim havia forças divinas ( àquela epóca eu achava que quem mandava em mim era eu!!!! e olha que eu sequer me sustentava financeiramente).



Hoje, prester a me tornar Balzaquiana, aprendi que amar é  seguir em uma barco muito tranquilo, onde tudo converge à favor do que é bom, correto. Quando o amor chega não faz qualquer esforço, ele simplesmente CHEGA!




Adoro o trecho do livro onde menciona que a autora sempre se transformava em uma "xerox" dos seus relacionamentos, porque vivia em função deles, por eles e para eles. Um dia também fui assim. Hoje gosto de ser independente, gosto de sair com amigas, gosto de ser dona única e exclusivamente de mim. Gosto de deixar quem eu amo livre e feliz. Gosto de dizer que sou fiel e que quem eu amo é fiel, eis que tem todas as oportunidades do mundo para ir embora e não vai...fica aqui comigo! Gosto do cheiro de liberdade que traduz companheirismo voluntário.



E tal qual Liz Gilbert eu, hoje, escolhi ser amada e cuidada. Cuidei do enorme buraco de canhão que trazia no peito. Cansei de fugir de mim mesma, aprendi a me perdoar e me aceitar. E assim, como mágica, deixei de achar que minha felicidade estaria exclusivamente em outra pessoa, aprendi à fracioná-la em mim, na familia, nos amigos e até nos meus bichos. Deixei de cultivar um relacionamento "vampiro", possessivo, angustiante e infeliz. Sei perfeitamente estar na minha  própria companhia, e até prezo muito por ela. É cada diálogo...Tenho ciência do que me deixa triste, feliz, ressentida, do que tenho medo, das minha mágoas.. e diante disto posso administrar com mais destreza suas consequências em minha vida cotidiana. Deixei de ser a-menina-carente-de-pais separados-desesperada por um príncipe encantado que viria para suprir tudo isso. Ufa! E como eu cobrava dos meus namorados viu!

Uma coisa é uma coisa, e, outra coisa, claro, é outra coisa!

Hoje sei sentir a diferença, sei ouvir e compreender a voz do coração, sei ter equilibrio emocional. Sei o lugar de minhas necessidades e não estrapolo o de nenhuma. Não tenho mais crises de carências nem quero que me dêem mais do que posso dar.

É isso...

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